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Resenha Crítica - Carandiru

  • Foto do escritor: projetoemelvo
    projetoemelvo
  • 16 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Bandido bom é bandido morto? Essa é uma das reflexões que o filme ‘Carandiru’, dirigido por Hector Babenco e lançado em 2003, provoca ao retratar a vida na prisão e o massacre ocorrido em outubro de 1992 em um dos presídios de São Paulo. A adaptação cinematográfica do livro ‘Estação Carandiru’,  de Drauzio Varella, ganhou diversas premiações nacionais, foi o quarto filme mais visto no Brasil no ano de lançamento e atualmente está entre os 100 Melhores Filmes Nacionais, segundo a Abraccine. 

Violências, brigas, drogas e doenças: essa é a dura realidade mostrada no longa. A história segue apresentando a vida dos presos e o motivo que os levaram a essa situação, um por um. Vemos o trabalho de um médico que visita a penitenciária em busca de uma solução para a epidemia de AIDS, que crescia principalmente entre presos, prostitutas e transexuais. Mesmo com as brigas, algumas sangrentas, na maior parte das vezes a intriga se resolvia rapidamente com a intervenção do cozinheiro, Nego. Ocasionalmente, o confronto levava a morte, mas é mostrado de uma forma natural, porém pesada.  É notável a preocupação de envolver o telespectador com aqueles homens, trazendo uma empatia que a PM não teve em 1992. O filme mostra que os 7.000 presos, significam 7.000 histórias, 7.000 vidas. 

O mais impactante da obra, que faz você pensar sobre ela por um bom tempo, é a abordagem de temas profundos como a dignidade humana e a injustiça. Isso gera uma reflexão sobre a sociedade brasileira e o sistema penitenciário do país. As cenas de confronto e os momentos de solidariedade entre os presos são particularmente emocionantes, deixando uma marca duradoura no telespectador. 'Carandiru' não apenas conta uma história, mas também desafia as percepções e preconceitos do público, convidando-o a ver além do estigma do 'bandido'."

Particularmente, achei um filme bonito, emocionante e impactante. Os atores fizeram um trabalho incrível juntamente com a direção de Hector Babenco. Dividiram uma história tão importante de forma cuidadosa e marcante. A minha única ressalva é que, em grande parte do filme, eles falharam com a trilha sonora, com exceção do final, que teria deixado o filme interessante nas 2 horas e 25 minutos. Entretanto, esse fato é pequeno comparado ao impacto que o filme trouxe. Eles mostraram o dia que a prisão se tornou um abatedouro e marcou a história do Brasil. 

“Entraram para matar, doutor” - Carandiru, 2003 


 
 
 

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